O restaurante A Regaleira abriu as portas em 1934, começou a servir francesinhas em 1952 e manteve-se sempre na mesma família. Acabaria por encerrar em Maio de 2018, após negociações com um grupo hoteleiro, mas os proprietários d’A Regaleira (Tiago Passos e Francisco Passos) não perderam a esperança de devolver o histórico restaurante à cidade.
Voltaria a reabrir em 2021, uns metros abaixo do lugar original, na Rua do Bonjardim.
António Passos, fundador do Restaurante A Regaleira, em 1934, descobriu um dia, em França, um barman num hotel, achou-o extraordinário e convidou-o para vir trabalhar com ele.
O barman era Daniel David da Silva, que começa a trabalhar n’A Regaleira em 1952 e, inspirado pela francesa “Croque Monsieur” resolve criar uma sanduiche nova, aproveitando as carnes e os fumados portugueses.
Depois, decidiu regá-la com um molho de sabor apurado (forte e picante), que prometia tornar as mulheres portuguesas tão “picantes” como as francesas. A receita original, com o molho secreto, mantém-se até hoje.
Quem for à nova Regaleira, mesmo ao lado da original (Rua do Bonjardim), num edifício totalmente renovado, pode não reconhecer a arquitetura da casa anterior, mas irá reconhecer o resto: os funcionários são os mesmos, assim como a carta e as francesinhas.
“A Regaleira está na mesma rua, com a mesma ementa e os mesmos funcionários. Conseguimos manter a equipa quase toda! A ementa é também a mesma de sempre, dedicada à comida tradicional portuguesa, e a tradicional francesinha vai ser servida exactamente como era.”
Tiago Passos, CEO
“O nosso objetivo é adaptarmo-nos aos tempos, mas sem descaraterizar a casa. É por isso que ela mantém este aspeto mais antigo e é também por isso que os empregados já têm todos muitos anos de casa. Já temos aqui a trabalhar pessoas que são filhos deles. Às vezes dizem-nos para irmos à escola de hotelaria e trazermos gente nova, mas não é isso que queremos. Queremos manter o pessoal e formá-lo, porque eles sabem e são a Regaleira.”
Francisco Passos, CEO
A Regaleira tem agora uma cerveja artesanal criada para acompanhar a francesinha.
O mestre-cervejeiro Gilberto Palmeira é um amigo da casa e a pedido de Tiago elaborou uma IPA leve e seca para casar com o molho picante.